O que é a Pastoral Familiar?
É a ação que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada, através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo a evangelização da família, capaz de oferecer instrumentos necessários para a formação da família, fornecer orientações para a vivência familiar, levar a todos a Boa Nova do Sacramento do matrimônio e transformar a sociedade pela obra de evangelização humana e cristã. (Estudos da CNBB 65 n° 16).
A Pastoral Familiar atua na formação da pessoa humana e da instituição familiar.
A Pastoral Familiar se destina a toda pessoa, independente de sua situação familiar. Tem o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e dignidade de cada pessoa. Todos estão incluídos.
Missão:
A Pastoral Familiar tem como missão ser misericordiosa, acolhedora, integrada, defensora da vida e dos valores cristãos, valorizadora do sacramento do matrimônio e formadora de Igrejas domésticas e comunidades de amor.
Nossa missão é a evangelização e promoção humana e social da pessoa e da família. É imprescindível realizar articulação, dinamização e orientação de ações em favor da família e da vida humana em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural, e promover seu acolhimento, promoção e defesa contra qualquer forma de violência.
Objetivo:
A Pastoral Familiar tem como objetivo uma adequada e exaustiva evangelização da família para que, educada no amor, ela possa ser transmissora da fé, formadora da personalidade, promotora do desenvolvimento e do senso comunitário. A Pastoral Familiar atua de maneira orgânica, trabalha em sintonia com outras pastorais, movimentos e serviços familiares, presta ajuda a todos e sabe se aproveitar das oportunidades oferecidas ao seu campo específico de ação pastoral.
Formar agentes qualificados;
Acolher toda família a partir da realidade em que se encontra;
Santificar os laços familiares;
Apoiar a família no seu papel educador;
Promover a missão em família;
Valorizar os tempos litúrgicos e datas civis;
Articular o trabalho em conjunto com as outras pastorais e movimentos eclesiais;
Estabelecer articulações também com forças externas à Igreja.
Unir esforços para que a família seja, de fato, Santuário da Vida, valorizando o ser humano da concepção até a morte e ajudando a compreender e praticar os métodos naturais.
Promover o fortalecimento dos laços familiares nos ensinamentos evangélicos e apontar caminhos para a solução das crises familiares.
Incentivar o crescimento da espiritualidade familiar de diferentes maneiras.
Despertar a família para seu papel educador.
Despertar o sentido missionário da família.
Oferecer apoio aos casais e famílias das comunidades e paróquias, e reaproximar as famílias afastadas da igreja.
Promover a participação das famílias nos tempos litúrgicos mais importantes.
Prosseguir na articulação e na busca de apoio dos integrantes dos Movimentos, Serviços e Institutos Familiares e de promoção e defesa da vida (Diretório da Pastoral Familiar, n° 461).
Incentivar as famílias a apoiar seus membros que se despertam para um serviço integral do Reino de Deus, na vida sacerdotal, religiosa e missionária.
Considerando a realidade brasileira e a experiência eclesial, a Comissão episcopal Pastoral para a vida e a Família, propõe a seguinte organização em nível diocesano e paroquial:
A) Setor Pré-Matrimonial
Preparação Remota. Articular com: Crisma, jovens, catequese e escola.
Preparação Próxima: Evangelizar namorados e noivos.
Preparação Imediata: Diálogo com o Padre, Retiro Espiritual, Rito Sacramental e Celebração.
Atuar nas escolas para que sejam espaços de educação e formação da consciência crítica.
Realizar a preparação de noivos com permanente avaliação e replanejamento, revendo o acompanhamento, conteúdos trabalhados, enfim, todo o processo.
Preparar equipes responsáveis pela celebração do sacramento do Matrimônio, visando resgatar o mistério e a grandeza deste sacramento.
Tomar por base o "Guia de Preparação para a Vida Matrimonial" do setor Família e Vida da CNBB.
Adotar em todas as Paróquias a metodologia "Noivos por acolhida" na preparação ao matrimônio.
B) Setor Pós-Matrimonial
Oferecer ajuda e formação para recém-casados e grupos familiares.
Formação contínua para a vida conjugal, familiar e comunitária e Celebrações Especiais.
Criar, fortalecer e alimentar os grupos de casais e famílias, estimulando-os a participarem na comunidade tendo atuação ativa.
Organizar encontros para recém-casados, fortalecendo a vivência do sacramento e a construção da vida familiar.
Desenvolver esforços na realização e dinamização da Semana Nacional da Família e da Semana Nacional da Vida.
Desenvolver ações para formar senso crítico em relação aos meios de comunicação social.
C) Setor Casos Especiais
Os casais em segunda união e seus filhos sejam acolhidos, acompanhados e incentivados, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja, segundo as orientações do Magistério (cf. Diretrizes..., n. 133).
Acompanhar as diferentes realidades das famílias de migrantes, mães e pais solteiros, famílias com filhos deficientes ou drogados, famílias distanciadas da igreja, matrimônios mistos, atenção especial aos idosos, viúvos, casais em segunda união, alcoolismo etc.
Católicos unidos apenas no civil.
Crianças, adolescentes e famílias em situação de risco pessoal e social.
Atenção aos Idosos.
Famílias de migrantes.
Esposas cujos maridos exercem a profissão fora da cidade onde moram.
Responsáveis pela Pastoral Familiar
Bispos, sacerdotes e diáconos;
Religiosos e religiosas;
Agentes leigos devidamente formados;
Famílias;
Movimentos;
Serviços e institutos familiares;
Leigos especializados;
Outros Agentes: casos especiais.
Implantação:
"Em cada Diocese, vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero, o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo "investimento" altamente compensador, estará construindo, a médio prazo, a sua Igreja particular, à medida que der o máximo apoio a uma Pastoral Familiar efetiva" (João Paulo II, junho de 1990 aos Bispos Brasileiros em Roma). "A família deve ser a vossa grande prioridade pastoral". Sem uma família respeitada e estável, não pode haver organismo social sadio, sem ele não pode haver uma verdadeira comunidade eclesial" (João Paulo II, outubro de 1991 aos Bispos Brasileiros em Campo Grande, MT).
Assistente Eclesiástico: Pe. Juarez Machado
Coordenadores: Antônio Carlos Brito Filho e Rosângela do Carmo