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Seguem até sábado (25/10) os festejos na Paróquia Santo Antônio de Santana Galvão

Com o tema “Com Santo Antônio, uma paróquia peregrina de esperança”, a Paróquia Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, em Dias D’Ávila,  está celebrando o novenário em honra ao seu padroeiro. As celebrações começaram no dia 16 de outubro e seguem até o dia 25, data em que a Igreja celebra o primeiro santo nascido no Brasil, Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, o conhecido Frei Galvão. O novenário acontece às 18h30 na Igreja Matriz.

A cada noite, centenas de fiéis se reúnem na Igreja Matriz, em um clima de fé, alegria e comunhão fraterna. As celebrações têm sido marcadas por momentos de fé e reflexão e pela tradicional distribuição das Pílulas de Frei Galvão, que o aconteceu no primeiro dia  e serão também distribuídas nos dias 20 e 24 de outubro — ocasiões em que os devotos também levam velas para os ritos de bênção.

O Dia Solene será celebrado no sábado (25), com procissão festiva às 17h30, saindo da Igreja Matriz e percorrendo as ruas da comunidade, seguida de Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Dirceu de Oliveira Medeiros.

O PADROEIRO

Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, conhecido como Frei Galvão, foi um frade franciscano nascido em Guaratinguetá (SP) em 1739. Ficou conhecido por sua profunda vida de oração, humildade e dons de cura. Foi o primeiro santo nascido no Brasil, canonizado em 2007 pelo Papa Bento XVI.

As Pílulas de Frei Galvão são um dos símbolos mais conhecidos da devoção popular no Brasil. Sua origem remonta a um episódio do século XVIII, quando Frei Galvão, frade franciscano da Ordem dos Franciscanos Recoletos (mais tarde conhecidos como franciscanos reformados), viveu em São Paulo.

Um dia, uma jovem gravemente enferma procurou o frade pedindo ajuda. Inspirado pela fé e movido pela compaixão, Frei Galvão escreveu em pequenos pedaços de papel três vezes a frase em latim: “Post partum, Virgo, inviolata permansisti: Dei Genitrix, intercede pro nobis.” (“Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercede por nós.”)

Ele enrolou os papéis em forma de pequenas cápsulas, que mais tarde passaram a ser chamadas de “pílulas”, e os entregou à jovem, recomendando que os tomasse com fé e rezasse pedindo a intercessão de Nossa Senhora. A mulher, segundo o relato, foi milagrosamente curada.

A partir desse episódio, Frei Galvão passou a distribuir as pílulas para pessoas que o procuravam em busca de graças, cura e conforto espiritual. Depois de sua morte, a devoção cresceu e foi mantida pelas Irmãs Concepcionistas do Mosteiro da Luz, em São Paulo — o mesmo mosteiro fundado por ele.

 
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