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Pe. Carlos Fernando recorda encontro com Papa Francisco e partilha experiência de fé

O Papa Francisco faleceu no dia 21 de abril, deixando um legado de fé, simplicidade e proximidade com o povo. Neste momento em que toda a Igreja está unida em oração pelo descanso de sua alma e em gratidão por sua vida doada, testemunhos pessoais ajudam a manter viva sua memória.

O Pe. Carlos Fernando Dias, pároco da Paróquia São Miguel de Cotegipe em Simões Filho, teve a graça de encontrar-se pessoalmente com o Papa Francisco em dois momentos marcantes. A primeira vez, durante a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, e mais recentemente, no Vaticano, ao participar de uma audiência privada com os alunos do Curso do Tribunal da Rota Romana. Uma experiência de fé e comunhão que ele compartilha neste tempo de saudade e esperança.

Padre Carlos, o senhor teve a graça de viver a Jornada Mundial da Juventude e também de encontrar pessoalmente o Papa Francisco no Vaticano. Como foi essa experiência para o senhor, como padre e como filho da Igreja?

Ter encontrado o Papa Francisco, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, em 2019, e ano passado, depois de fazer um curso no Tribunal da Rota Romana, que é o Tribunal do Papa, onde esse curso terminava com audiência com o Papa, em saudação a ele, foi emocionante, foi uma experiência muito bonita. No Panamá, em 2019, participando daqueles eventos todos em que o Papa estava presente, uma coisa que me chamou muito atenção foi o primeiro dia que ele chegou no Panamá. Estava muito próximo do lugar onde ele estava proferindo algumas palavras e também no corredor por onde ele passava de Papa Móvel, saudando a todos.

E o que me chamou a atenção ali no Panamá, em 2019, foi o modo como ele olhava para as pessoas. Ele olhava para todos e cada um ao mesmo tempo. Eu tenho isso, inclusive, registrado em uma foto que tirava dele enquanto ele passava perto de onde eu estava, como ele olhava para cada um.

Um cuidado no zelo de pastor, na sua humanidade, na beleza e na humildade da sua vida. E ano passado (2024), quando participava do curso na Rota Romana, ao chegar no lugar onde íamos ter audiência com o Papa, ali no Vaticano, ele entrou e, bem-humorado, falou ‘quanta gente’. Ali tinha muitos alunos do mestrado e doutorado de Direito Canônico, muitos canonistas.

E foi uma alegria ouvir as palavras do Santo Padre, naquele dia 23 de novembro de 2024. E a experiência bonita de saudá-lo, de poder dizer a ele algumas palavras, de apertar a sua mão, de ver o seu sorriso, o seu olhar. Isso para mim foi muito forte.

Eu pensava na fila: ‘eu vou estar diante de Pedro, do sucessor dos apóstolos, do chefe da Igreja, do doce vigário de Cristo na Terra’. Isso, para mim, foi uma imensa alegria. Lembro que quando cheguei próximo ao Papa, que apertei suas mãos frágeis, apertei com as duas mãos, segurei a mão dele com as duas mãos e falei para ele: “Muito obrigado, Santo Padre, pelo trabalho na Igreja, pelo pastoreio.” E falei para ele também que minha paróquia rezava por ele, meus paroquianos rezavam por ele e que ele rezasse por mim. Ele me respondeu, ‘peça que eles continuem rezando por mim’. E foi emocionante.


O que o senhor traz no coração como aprendizado desses momentos vividos com o Santo Padre ?

Agradeço muito a Deus, como padre, como filho da Igreja, por ter tido este contato com o Santo Padre, por ter ouvido a sua voz de perto, ter visto o seu sorriso de perto, o seu olhar, o seu toque e ter ouvido dele estas palavras. Sou muito grato a Deus por este momento. Peço a todos que rezem pela alma do Santo Padre, o Papa, que rezem pela igreja e continuemos em comunhão de oração uns pelos outros.


 
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