A PROMESSA
A terceira palavra que caracteriza o temo do Advento é a palavra “promessa”. Muitas passagens do Antigo Testamento, especialmente dos profetas, começam dizendo: “Eis que virão dias em que .... farei britar a semente de justiça” (Jr 33,14-15). O Antigo Testamento é repleto da promessa: da descendência a Abraão e a Sara que já têm uma idade muito avançada, a promessa de u ma terra de abundância ao povo da Aliança, a promessa de um Messias que resgatará o povo da humilhação e assim por diante. Famosa é a promessa feita pelo profeta Isaias de um enviado de Deus que “trará justiça para os humildes e uma ordem justa para os homens pacíficos” a ponto que “o lobo e o cordeiro viverão juntos e o leopardo deitar-se-à ao lado do cabrito; o bezerro e o leão comerão juntos” (Is 11, 4-6). A promessa, repetida de muitas formas, fala de um mundo de paz, de liberdade, de justiça, de vitória sobre todos os males. O Advento quer preparar o nosso coração à realização dessas promessas. Deus está enviando o seu Filho para realizar a promessa de felicidade e de paz, para realizá-la não segundo nossa imaginação e nossos interesses, mas de acordo com o desígnio misterioso de Deus. É necessária, de nossa parte, abertura e disponibilidade para reconhecer e acolher a resposta trazida por Jesus Cristo, caso contrário, ficaríamos como os fariseus, decepcionados com Jesus a ponto de condená-lo à morte porque permaneceram amarrados a suas imagens e a suas pretensões de redenção, sem abertura para “ver” o que estava acontecendo diante de seus olhos e, por isso, sem inteligência da realidade.+João Carlos Petrini
Bispo de Camaçari
Presidente da CEPVF da CNBB


