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Missa dos Santos óleos marca a manhã desta Quinta-Feira Santa (01/04) na Catedral São Thomaz de Cantuária

A Quinta-Feira Santa iniciou com a Missa dos Santos Óleos com a Celebração na Catedral São Thomaz de Cantuária presidida pelo bispo diocesano Dom João Carlos Petrini.

Além dos ritos tradicionais da Santa Missa, na celebração de hoje aconteceu também a renovação das promessas sacerdotais do Clero da Diocese de Camaçari e a Bênção dos óleos dos enfermos e catecúmenos e a consagração do óleo do crisma. Esses óleos são usados durante todo ano durante os sacramentos do batismo, crisma, unção dos enfermos, também durante as ordenações.

Durante a celebração Dom Petrini agradeceu a cada padre que doa sua vida pela comunidade levando o bem mais precioso que é o próprio Jesus. Confira a homilia na integra :

QUINTA FEIRA SANTA 2021: O AMOR É MAIS FORTE 


SAUDAÇÃO: Reverendíssimos Cônegos, reverendíssimos sacerdotes, caríssimos diáconos, prezados religiosos e religiosas, leigos consagrados de diversas associações e institutos, queridas famílias, caríssimos jovens. 


No meio da Semana Santa, a Igreja celebra a Missa dos Santos Óleos ou Missa do Crisma, durante a qual é dada a benção aos Santos Óleos que serão usados no Batismo, na Confirmação, na Unção dos Enfermos, na Ordenação Sacerdotal e Episcopal. 

Estes Óleos trazem até nós a potência divina de Jesus Cristo Ressuscitado, a força do seu Espírito. Esta Missa é celebrada pelo bispo com todos os seus padres, reafirmando os vínculos de unidade que nos ligam na comunhão com Cristo e entre nós, pelo sacramento da ordem. 


Na oração inicial da Missa, rezamos: “Ó Deus, que ungistes o Vosso Filho único com o Espírito Santo e o fizestes Cristo e Senhor, concedei que, participando de sua consagração, sejamos no mundo testemunhas da redenção que ele nos trouxe”. 


E na primeira leitura, do profeta Isaias, nós lemos: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor me ungiu. Enviou-me “. E no Evangelho de São Lucas, 4, 16-21, Jesus toma para si as palavras de Isaias: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu, para anunciar a boa nova aos pobres; Ele me enviou para restituir a vista aos cegos, libertar os cativos, proclamar um ano de graça do Senhor”. Nós participamos deste chamado, recebemos uma unção semelhante, também somos enviados para dar continuidade à Obra de reconstruir o povo de Deus na fé, na esperança e no amor.  


O Sacerdote é obra de Deus, pois o Criador e Pai, tomou a iniciativa: enviou o seu Filho Jesus para curar doentes, perdoar os pecadores, dar vida nova à Samaritana, à Madalena, a Zaqueu, ao paralítico, ao cego, aos leprosos, e a muitos outros. Pelo Seus Espírito, hoje nós somos enviados para a mesma missão.  


Logo depois da ressurreição, Jesus perguntou a Simão Pedro três vezes: “Simão, tu me amas mais do que estes outros”? E Pedro respondeu: “Sim Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo”. Então, Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”. A condição para ser pastor é o amor a Ele, à sua pessoa. Na raiz do sacerdócio de cada um de nós está o sim dito a Jesus, semelhante ao sim de Pedro.


Agora, é o próprio Jesus que unge com seu Espírito cada Padre, para que tome parte de seu Sacerdócio e o envia com a mesma tarefa de anunciar a boa nova aos pobres, de afastar os adolescentes do desequilíbrio e de atitudes insensatas, de salvar os jovens do desânimo e do vazio e os casais da desunião, os idosos e doentes da solidão. É Jesus que continua agindo neste nosso tempo, através das pessoas que ele chama e envia para alcançar com força salvadora o povo de Deus.  

 

  Por isto, eu quero (todos queremos) agradecer os Padres da Diocese de Camaçari pelo sim a Jesus, pela dedicação a suas comunidades, pelo empenho com as vocações, pela disponibilidade ao sacrifício. Hoje é o nosso dia, o dia do Padre. 

Um Padre é obra de Deus, porque só Ele pode colocar em vasos de barro o precioso tesouro que é o próprio Jesus. Um Padre é obra de Deus porque foi Ele que o chamou e o conduziu durante anos, o preferiu, Ele lhe fez vislumbrar um grande ideal de realização como evangelizador, pastor e profeta no meio do povo. 


II

Agora, uma palavra sobre as circunstâncias que estamos vivendo.

Sabemos como esta pandemia é ameaçadora e destruidora. Além de estar na origem do número impressionante de mortes e de famílias enlutadas, o corona-vírus nos afasta uns dos outros. Obriga-nos a reduzir os que podem entrar nos templos, até a fechar Igrejas, empresas, comércio, criando novas e graves situações de pobreza. Afastou as crianças das escolas e de seus amigos. Provocou depressão e outros males em muitas pessoas. Mas o pior é que essa pandemia parece corroer e quase destruir a esperança das pessoas. 


Ao mesmo tempo, é admirável o trabalho de profissionais da saúde, a dedicação de familiares a seus doentes, a atenção das comunidades com os mais pobres, recolhendo alimentos para repassar a quem tem necessidades ainda maiores. Além disso, muitas pessoas rezam nesse tempo de maneira redobrada, não só por si e por suas famílias, mas para todo o povo, para que Deus alivie tanto sofrimento.


Permitam-me alertar que, nessas circunstâncias, se insinuam, mesmo entre pessoas religiosas, posturas de ateísmo: Pensamos mil soluções que possam nos proteger do contágio, mas não levamos em consideração o poder e a misericórdia de Deus, agindo como se Ele fosse estranho a essa situação. Ele não é o causador desse grande mal, mas Ele se serve do nosso mal para nos convidar à conversão, para nos chamar ao que é essencial, deixando de lado futilidades, banalidades, vulgaridades, que muitas vezes enchem o nosso dia. O Senhor nos chama a refletir mais e aguardar com esperança à vida que está para além da barreira da morte, a vislumbrar a morada de paz que Ele preparou para nós desde a eternidade, a deixar de lado nosso individualismo e abrir os olhos e o coração (e o bolso) às necessidades de quem sofre mais nestes tempos. 


Por isso, peçamos ao Senhor a conversão do nosso coração e da nossa inteligência, a mudança de atitudes no dia a dia, invocando sua misericórdia. 


Nós Padres renovamos o compromisso com a oração litúrgica quotidiana. Cada família procure ter um momento de oração no começo do dia e no começo da noite, pedindo sempre que acabe este mal e seja renovado o bem na nossa terra.

Ao Senhor Onipotente e Misericordioso/ dirigimos nossas súplicas: Oriente nossos corações para o Seu Sagrado Coração /e liberte-nos da pandemia que aflige nossas existências/. 

Dai-nos, Senhor, de novo a alegria do encontro/ o cansaço do trabalho/ a certeza da vida que não tem fim. / Reacenda em nós a sede e a alegria pelos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. Ajude-nos a estar perto de quem sofre/ Cure os nossos doentes/ Socorra especialmente os adolescentes e suas famílias. E pela intercessão da Virgem Maria/ e de São José, patrono da Igreja obtenha sem demora para nós esta graça/ que pedimos com espírito confiante e filial.



PALAVRAS DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE A JUAN DIEGO ASSUSTADO COM A DOENÇA DO TIO.

“Ouve e entende bem, meu filho mais pequeno, que aquilo que te assusta e aflige não é nada; não se perturbe o teu coração, não temas essa doença nem qualquer outra doença ou angústia. Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Acaso não estás sob a minha proteção e amparo? Não sou eu a tua saúde? Não estás porventura no meu regaço e entre os meus braços? De que mais precisas?

 
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