Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2,5)
Dom João Carlos Petrini
Subsídio "Os mistério de Maria segundo o Evangelho"

Jesus, a Virgem Mãe e os amigos de Jesus participam de uma festa de casamento, na cidade de Caná, na Galiléia. A cena simboliza a vida inteira: toda a nossa existência é chamada a transcorrer no amor, como os noivos de Caná. O amor faz da nossa existência uma verdadeira festa, semelhante a uma festa de casamento. Aliás, o próprio Jesus se apresenta como o noivo e a Igreja como a sua amada noiva. O sinal de Caná realiza a promessa repetida no Antigo Testamento,das bodas de Deus com o seu povo e nos indica o significado esponsal do mistério da encarnação.
Mas a nossa capacidade de amar é limitada. Nós somos frágeis. O vinho, símbolo da alegria e do amor, tinha acabado e então acaba a festa. Em lugar da alegria, o vexame. Aquilo que devia ser só alegria acaba. Muitos de nós passamos por experiência semelhante, não somente no casamento, mas quando começamos um novo trabalho, um curso na universidade, o lugar da moradia! No início, tudo parece uma beleza, uma festa. Mas logo começa a faltar o necessário para ter alegria e para experimentar que podemos amare somos amados.
A presença de Jesus e de Maria na vida do casal em Caná fez toda a diferença. Graças à presença deles, a festa não acaba. Maria fala com seu Filho e Jesus muda a água em vinho, tornando possível que a festa continue. Maria e Jesus estavam naquela festa de casamento porque haviam sido convidados pelo casal.
Se nós tivermos o cuidado de convidar a Virgem Maria e o seu filho Jesus no início de cada dia para que participem da nossa vida, está se tornará uma festa que se prolonga na nossa existência. Foi assim que Jesus dá início à sua atividade pública e ao processo misterioso da sua “hora” que o pedido da virgem Maria antecipa. A hora se concretizará plenamente na paixão e na cruz (“Sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora para passar deste mundo ao Pai ...” Jo 13, 1).
Vale a pena observar que o Evangelho de São João começa com Jesus e Maria (em Caná) e termina com Jesus e Maria debaixo da cruz. Nos dois casos Jesus se refere à Virgem com a palavra “mulher”, indicando, dessa maneira que Maria é a nova Eva, e Jesus é o Novo Adão. Começa assim uma nova estirpe humana, e nós hoje somos a descendência dessa humanidade nova.
Na realidade, podemos compreender que este primeiro milagre relatado por São João indica a que veio o Senhor Jesus, qual é a sua tarefa neste mundo. Ele é o Salvador, não somente das nossas almas, depois da nossa morte, mas já agora da nossa vida. Por isso, Ele está perto e nos auxilia para que possamos construir uma existência humana que parece perder-se. Mas, com Ele vai prevalecendo a beleza, a alegria, o gosto de viver a capacidade de amar e a felicidade de ser amado com sinceridade. E, dessa maneira, o Senhor resgata a vida de muita gente, dos noivos, dos convidados, a nossa e a vida das pessoas com as quais compartilhamos as responsabilidades, os projetos de futuro e os cuidados com o presente.
Toda a nossa vida pode ser como quem se prepara para uma festa, quando acolhemos a Virgem, quando reconhecemos que o Senhor Jesus está presente, porque Ele é a nossa alegria, o motivo da festa.
Maria dirige aos servos daquela festa de casamento palavras que servem perfeitamente para nós hoje: “Façam tudo o que Ele vos disser”. Esta é a formula da Aliança entre Deus e o seu povo. “Tudo o que o Senhor disse, nós o faremos”, se diz em Êxodo, (19, 8). Quer dizer: para viver a vida inteira como a festa do amor, na qual a alegria não termina, entremos a fazer parte da Nova Aliança, sigamos as indicações de Jesus. Confiemos na mediação amorosa da nossa Mãe Maria. Ele é o Caminho que nos conduz para essa plenitude que o nosso coração deseja.
Amar a própria mulher depois de anos de casamento, dedicar-se à educação dos filhos que dão alguma preocupação, trabalhar o dia inteiro para pagar as contas, cuidar das necessidades da casa, mesmo quando
Exigem sacrifício, pode ser vivido com o coração em festa quando temos a certeza de que Ele nos ama, acompanha os nossos passos e até “os cabelos de nossa cabeça estão todos contados”(Lc 12, 7). Nessa certeza, confirmada pela experiência de muitos entre nós, o medo é vencido e nos tornamos capazes de amar as outras pessoas. E assim a vida em família (mas também na escola, no trabalho, etc.) se torna a festa do amor, onde as pessoas aprendem de Jesus a felicidade de doar sua vida para o bem de outros.
Publicado : 30/04/2019
Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2,5) Dom João Carlos Petrini Subsídio "Os mistério de Maria segundo o Evangelho"

Jesus, a Virgem Mãe e os amigos de Jesus participam de uma festa de casamento, na cidade de Caná, na Galiléia. A cena simboliza a vida inteira: toda a nossa existência é chamada a transcorrer no amor, como os noivos de Caná. O amor faz da nossa existência uma verdadeira festa, semelhante a uma festa de casamento. Aliás, o próprio Jesus se apresenta como o noivo e a Igreja como a sua amada noiva. O sinal de Caná realiza a promessa repetida no Antigo Testamento,das bodas de Deus com o seu povo e nos indica o significado esponsal do mistério da encarnação.
Mas a nossa capacidade de amar é limitada. Nós somos frágeis. O vinho, símbolo da alegria e do amor, tinha acabado e então acaba a festa. Em lugar da alegria, o vexame. Aquilo que devia ser só alegria acaba. Muitos de nós passamos por experiência semelhante, não somente no casamento, mas quando começamos um novo trabalho, um curso na universidade, o lugar da moradia! No início, tudo parece uma beleza, uma festa. Mas logo começa a faltar o necessário para ter alegria e para experimentar que podemos amare somos amados.
A presença de Jesus e de Maria na vida do casal em Caná fez toda a diferença. Graças à presença deles, a festa não acaba. Maria fala com seu Filho e Jesus muda a água em vinho, tornando possível que a festa continue. Maria e Jesus estavam naquela festa de casamento porque haviam sido convidados pelo casal.
Se nós tivermos o cuidado de convidar a Virgem Maria e o seu filho Jesus no início de cada dia para que participem da nossa vida, está se tornará uma festa que se prolonga na nossa existência. Foi assim que Jesus dá início à sua atividade pública e ao processo misterioso da sua “hora” que o pedido da virgem Maria antecipa. A hora se concretizará plenamente na paixão e na cruz (“Sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora para passar deste mundo ao Pai ...” Jo 13, 1).
Vale a pena observar que o Evangelho de São João começa com Jesus e Maria (em Caná) e termina com Jesus e Maria debaixo da cruz. Nos dois casos Jesus se refere à Virgem com a palavra “mulher”, indicando, dessa maneira que Maria é a nova Eva, e Jesus é o Novo Adão. Começa assim uma nova estirpe humana, e nós hoje somos a descendência dessa humanidade nova.
Na realidade, podemos compreender que este primeiro milagre relatado por São João indica a que veio o Senhor Jesus, qual é a sua tarefa neste mundo. Ele é o Salvador, não somente das nossas almas, depois da nossa morte, mas já agora da nossa vida. Por isso, Ele está perto e nos auxilia para que possamos construir uma existência humana que parece perder-se. Mas, com Ele vai prevalecendo a beleza, a alegria, o gosto de viver a capacidade de amar e a felicidade de ser amado com sinceridade. E, dessa maneira, o Senhor resgata a vida de muita gente, dos noivos, dos convidados, a nossa e a vida das pessoas com as quais compartilhamos as responsabilidades, os projetos de futuro e os cuidados com o presente.
Toda a nossa vida pode ser como quem se prepara para uma festa, quando acolhemos a Virgem, quando reconhecemos que o Senhor Jesus está presente, porque Ele é a nossa alegria, o motivo da festa.
Maria dirige aos servos daquela festa de casamento palavras que servem perfeitamente para nós hoje: “Façam tudo o que Ele vos disser”. Esta é a formula da Aliança entre Deus e o seu povo. “Tudo o que o Senhor disse, nós o faremos”, se diz em Êxodo, (19, 8). Quer dizer: para viver a vida inteira como a festa do amor, na qual a alegria não termina, entremos a fazer parte da Nova Aliança, sigamos as indicações de Jesus. Confiemos na mediação amorosa da nossa Mãe Maria. Ele é o Caminho que nos conduz para essa plenitude que o nosso coração deseja.
Amar a própria mulher depois de anos de casamento, dedicar-se à educação dos filhos que dão alguma preocupação, trabalhar o dia inteiro para pagar as contas, cuidar das necessidades da casa, mesmo quando
Exigem sacrifício, pode ser vivido com o coração em festa quando temos a certeza de que Ele nos ama, acompanha os nossos passos e até “os cabelos de nossa cabeça estão todos contados”(Lc 12, 7). Nessa certeza, confirmada pela experiência de muitos entre nós, o medo é vencido e nos tornamos capazes de amar as outras pessoas. E assim a vida em família (mas também na escola, no trabalho, etc.) se torna a festa do amor, onde as pessoas aprendem de Jesus a felicidade de doar sua vida para o bem de outros.
Publicado : 30/04/2019


