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Dom Dirceu presidiu última noite da novena no Santuário Nacional de Aparecida

Com alegria e esperança, chegamos ao último dia de Novena Solene em preparação para a Festa da Padroeira do Brasil. Nesta noite de sábado (11), os devotos de Nossa Senhora lotaram o Santuário Nacional para participar deste bonito momento oracional.

Presidiu a celebração o Bispo de Camaçari (BA), Dom Dirceu de Oliveira Medeiros, acompanhado de seus concelebrantes Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida (SP); Dom Nelson Westrupp, Bispo emérito de Santo André (SP), Pe. Marlos Aurélio, C.Ss.R., Superior Provincial da Província Nossa Senhora Aparecida e o Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., Reitor do Santuário Nacional e todo o povo de Deus.

Além dos oficiantes da noite, Frei Maciel Ribeiro Do Nascimento, do Instituto Mãe Do Santíssimo Sacramento; os Missionários Redentoristas Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R., Ecônomo do Santuário Nacional e Pe. José Antonio Dal Bó Giovaneti, C.Ss.R..

Na noite dedicada a refletir a missão da Família dos Devotos, meditamos o tema “Com Maria, ser Família dos Devotos, Peregrina da Esperança!”.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada após os romeiros entrarem com ex-votos e a capelinha dos representantes da Família dos Devotos, que têm a missão enquanto peregrinos da esperança, de propagar a devoção à Nossa Senhora Aparecida, em todos os cantos do Brasil.


Dom Dirceu iniciou sua reflexão lembrando que desde criança visitava o Santuário Nacional, aprendeu a devoção à Nossa Senhora e se encantava com a arquitetura da Basílica, que é um instrumento de evangelização, e também com “a fé do povo simples”, que continua a encantá-lo. 

“Você que ainda não veio a Aparecida, quando vier peço encarecidamente para colocar a lente, a lupa da fé, para observar o testemunho de cada pessoa simples que às vezes passa o ano todo juntando dinheiro, fazendo economias, para vir à Casa da Mãe, para voltar daqui com as mãos cheias de graças e bençãos”.

O Bispo, que veio da Bahia, destacou que o estado baiano também ama “a Mãe de Jesus” e enfatizou que trouxe um testemunho de uma “grande, pequena mulher, de estatura frágil, mas de uma grande estatura moral: Santa Dulce dos Pobres”.

“Como diz o poeta: a caridade andou pelas ruas de Salvador. A caridade andou pelas periferias de Salvador, o Anjo Bom da Bahia”.

Dom Dirceu prestou sua homenagem à pequena grande mulher, citando as palavras do Papa Leão XIV na sua recente exortação apostólica ‘Dilexi te’:

“Irmã Dulce enfrentou a precariedade com criatividade, os obstáculos com ternura e a carência com uma fé inabalável. Vivia com pouco, rezava com fervor e servia com alegria. A sua fé não a retirava do mundo, mas a lançava ainda mais profundamente nas dores dos últimos. Que belo testemunho tem o Anjo Bom da Bahia, o anjo azul dos alagados.”

Três lições para o mundo ferido
O Bispo de Camaçari trouxe para sua reflexão lições que nos ajudam a vivenciar da melhor maneira a nossa fé e buscar um mundo melhor; como ele mesmo descreveu, “três lições básicas, três remédios para o nosso mundo ferido”.

1 - A Igreja é a Família de Deus
“A Igreja é a Família de Deus e sempre que viemos aqui nós experimentamos essa maternidade. É a Mãe que nos congrega, é a Mãe que nos leva a Jesus. E um dos males do nosso tempo é a perda dos vínculos, não haverá novo céu e nova terra se não recuperarmos os vínculos que nos unem, não haverá novo céu e nova terra se não recuperarmos vínculos primários e fortes, se não houver cuidado com a Casa Comum, se não houver cuidado com os últimos da sociedade. Vir ao Santuário é aprender que nós fazemos parte de uma família maior.”

2 – Corresponsabilidade
“Sem corresponsabilidade, palavra-chave no caminho sinodal, que nasce da dignidade comum dos batizados, não haverá família, não haverá novo céu e nem nova terra. Aqui nós aprendemos que os laços que nos unem não são os laços de sangue ou de raça, mas a fé do Cristo Ressuscitado, razão de nossa esperança.”

E completou, destacando que a Família dos Devotos tem corresponsabilidade, exerce um papel e uma missão muito bonita na missão evangelizadora.

“Cada membro da Família é corresponsabilidade. Você que é da Família dos Devotos também é a corresponsabilidade que traduz na ajuda material, no compromisso missionário e na vida de oração. Esse coração pulsante entorno do qual o Brasil amanhã vai se reunir e se congregar debaixo do manto azul da Padroeira do Brasil. Esse Santuário é mantido com a sua corresponsabilidade, com suas orações, com seu apoio e, porque não dizer, pela sua ajuda material demonstrada pela Família dos Devotos”.


3 – Centralidade de Jesus, nossa Esperança
“Se faz necessário e sempre de novo colocar o querigma no centro da vida da Igreja e na missão da Igreja, como nos ensina o Papa Leão XIV. Essa novidade que nunca caducou e nunca haverá de caducar, porque Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, o vivente, o qual é a nossa razão da esperança, que dá sentido à nossa vida.”

Ele ainda reforçou a necessidade de colocar Jesus no centro de nossas vidas e se comprometer com o projeto Dele.

“Aquele que coloca Jesus no centro de sua vida deve se comprometer em cuidar das fragilidades. Que expressão feliz que as novas diretrizes da Conferência Nacional escolheram, o cuidado com as fragilidades em sintonia com o tema da festa: conhecer Jesus e cuidar da vida”.

Ao finalizar sua mensagem de paz, Dom Dirceu falou sobre “viver de esperança e da esperança”.

“Queremos pedir a Ela uma graça, a graça de vivermos de esperança, mas também vivermos da esperança. Eu explico a diferença: da esperança, porque a esperança tem nome, é Jesus de Nazaré, é ela que nos sustenta sempre que pensamos desanimar e vivermos de esperança, porque somos chamados como ela a sermos sinal de esperança para o mundo.”

Fonte: Portal A12
Fotos: Thiago Leon

 
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