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“Desejo ser um sacerdote próximo das pessoas”, afirma diácono Weliton Rocha às vésperas da ordenação sacerdotal

A Diocese de Camaçari vai ganhar um novo sacerdote, o diácono transitório Weliton Rocha, será ordenado presbítero no dia 16 de maio. A Ordenação sacerdotal vai ser presidida pelo bispo diocesano, Dom Dirceu de Oliveira, às 9h na Catedral São Thomaz de Cantuária.

Às vésperas de receber o segundo grau do sacramento da Ordem, o futuro sacerdote falou sobre sua vocação, o lema escolhido para o ministério e os sentimentos que marcam este tempo de preparação.

“Meu chamado nasceu de forma simples e gradual”

Natural de Candeias, o Diácono Weliton conta que sua vocação foi sendo construída pouco a pouco, no cotidiano da vida da Igreja, através da convivência com as comunidades e do serviço pastoral.

“Antes mesmo de compreender claramente o que Deus queria de mim, já existia no coração uma inquietação, uma curiosidade juvenil e um desejo de experimentar algo que já ardia dentro de mim”, recorda.

“A vocação não surgiu de um acontecimento isolado, mas foi sendo construída no cotidiano da vida da Igreja, através da convivência com as comunidades, do testemunho de sacerdotes, da oração e do serviço pastoral. Aos poucos, aquilo que inicialmente era apenas curiosidade foi amadurecendo e ganhando forma como chamado”.

“Com o tempo, fui compreendendo que Deus me atraía não para uma função ou para um lugar, mas para uma vida de entrega. E foi justamente no contato concreto com o povo de Deus que essa vocação foi sendo confirmada e fortalecida”.

Segundo ele, o testemunho dos sacerdotes, a oração e o contato com o povo de Deus foram fundamentais para o amadurecimento da vocação. “Hoje percebo que minha vocação nasceu silenciosamente no coração e amadureceu através do serviço, da convivência e da graça de Deus”, afirmou.

“Viu, aproximou-se e teve compaixão”

Para viver o ministério sacerdotal, o diácono escolheu como lema a passagem do Evangelho de Lucas: “Viu, aproximou-se e teve compaixão” (cf. Lc 10,33), inspirada na parábola do Bom Samaritano.

“Esse lema expressa profundamente aquilo que desejo viver no ministério sacerdotal. O Bom Samaritano, diante do homem ferido à beira do caminho, não desviou o olhar, não permaneceu distante e nem foi indiferente ao sofrimento. Ele viu, aproximou-se e deixou-se tocar pela dor do outro”.

Ele acredita que o sacerdote deve estar atento às dores humanas, especialmente em um tempo marcado por tantas feridas e sofrimentos. “Esse lema também ressoa profundamente toda a minha experiência formativa. Minha caminhada no seminário, a convivência com religiosos, sacerdotes e comunidades, e também o período vivido durante o pontificado do Papa Francisco, marcaram fortemente minha compreensão do ministério sacerdotal. O testemunho de uma Igreja próxima, misericordiosa e atenta aos pobres me inspirou profundamente e ajudou a amadurecer em mim o desejo de viver um sacerdócio mais simples, humano e pastoralmente próximo das pessoas”.

“Por isso, mais do que realizar funções, desejo ser um sacerdote capaz de ver as pessoas com verdade, aproximar-me delas com humildade e agir sempre com compaixão”, disse.

“O sacerdócio é graça e responsabilidade”

Ao falar sobre o significado da ordenação neste momento da vida, Weliton reconhece que chegar até aqui é fruto da fidelidade de Deus.

“Ser ordenado padre neste momento da minha vida significa, antes de tudo, reconhecer a fidelidade de Deus. Olhando para minha caminhada, percebo claramente que jamais teria chegado até aqui sozinho. O sacerdócio, para mim, não aparece como conquista pessoal, mas como graça e responsabilidade”, afirmou.

Ele também partilha que, quanto mais se aproxima do altar e dos mistérios da fé, mais compreende a grandeza da missão que receberá. “Talvez justamente aí esteja minha maior confiança: saber que Deus não chama os plenamente capazes, mas sustenta aqueles que se deixam conduzir por Ele”, disse.

Para o futuro sacerdote, receber a ordenação significa assumir definitivamente uma vida de entrega e serviço. “Ser padre significa entregar-me mais profundamente a Cristo e à sua Igreja. Significa compreender que já não pertenço apenas a mim mesmo, mas ao povo que Deus me confiar”, concluiu.

 
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